Release: Glória Sombria

08/05/2013

jonasVejam abaixo o release de Glória Sombria, novo livro de Roberto de Sousa Causo pela Devir, que será lançado amanhã, 9 de maio, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista.

Tenho acompanhado há algum tempo os preparativos para este lançamento e tudo me parece muito bacana. Causo preparou o terreno com uma série de contos em antologias como Assembleia Estelar (Devir, 2010), Futuro Presente (Record, 2009), Space Opera: Jornadas Inimagináveis em uma Galáxia não muito Distante (Draco, 2012), Sagas Volume 4 (Argonautas, 2013) e criou uma série paralela, cuja personagem principal é uma matadora ciborgue chamada Shiroma, presente nos livros da série Portal, criada por Nelson de Oliveira.

Além disso tudo, para divulgar a obra e tudo que a cerca, a Devir, em parceria com a Aquart Creative (do artista Vagner Vargas), desenvolveu o site GalAxis: Conflito e Intriga no Século 25, que apresenta esse rico universo ao leitor. Vale a pena uma conferida. Leia o resto deste post »


Novo Festival do Minuto: Ciência

30/04/2013

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Assim como aconteceu no ano passado, o FESTIVAL DO MINUTO acaba de anunciar um concurso com o tema “Ciência”. Leia o resto deste post »


Lançamento: Glória Sombria

30/04/2013

Semana que vem tem o lançamento do novo livro de Roberto de Sousa Causo, Glória Sombria.

É um projeto bacana e audacioso de ficção científica. Compareçam!

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Hiperespaço: 30 Anos!

23/04/2013

Convite enviado pelo Cesar Silva, criador do fanzine Hiperespaço, co-editor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica e grande divulgador da literatura fantástica no Brasil.

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Venha comemorar conosco os 30 anos de lançamento do primeiro número do fanzine Hiperespaço, que publicou 53 edições entre 1983 e 2004.
A comemoração acontece no próximo sábado, dia 27 de abril, das 10 às 17 horas, durante a Fanzinada na Gibiteca Eugênio Colonnese, em São Bernardo do Campo, evento itinerante dedicado às edições alternativas, que marcará seus dois anos de atividades. Também haverá exposições, oficinas, lançamentos de fanzines e outras publicações, exibição de documentários sobre a atividade fanzineira no País e a apresentação da banda Poemas de Maio.
A Gibiteca Eugênio Colonnese fica na Rua Tasman, 301 (dentro da Cidade da Criança) e a entrada é franca.


Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes

12/04/2013

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O blog Além das Estrelas entrou no booktour de Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes, romance de estreia de A. Z. Cordenonsi, publicado em 2012 pela Editora Underworld.

Não posso dizer que fiquei surpreso com a qualidade do livro, porque já esperava coisa boa. O autor teve um dos melhores contos na antologia 2013: Ano Um, que publiquei ano passado junto com a Alícia Azevedo. O que eu posso dizer é que as aventuras de Duncan Garibaldi são simplesmente deliciosas. O livro é muito, mas muito bom mesmo!

Fiquei muito satisfeito com a leitura e feliz por ver mais um talento aparecendo na nossa literatura fantástica.

O livro conta as aventuras de dois amigos, Duncan e Joaquim, que acabam se envolvendo na busca por um artefato antigo e misterioso, que pode muda mudar os destinos do mundo. A leitura é divertida e empolgante, e a história, passada no interior do Rio Grande do Sul, tem um clima de livro antigo, do tipo que a gente lia na escola. Guardadas as devidas proporções, me fez lembrar dos livros de Monteiro Lobato que eu lia quando era criança.

Entre outras, o autor revela uma paixão por tecnologias antigas, em especial uma paixão em comum com um famoso físico, personagem de The Big Bang Theory: trens! Boa parte da ação é passada num pátio abandonado cheio de antigas locomotivas.

Enfim, uma leitura imperdível. Recomendo muito.

Gostei tanto do livro que decidi colocar uma resenha mais completa na próxima edição do Somnium, a revista virtual do CLFC. Divulgarei o link assim que estiver no ar.

Título: Duncan Garibaldi e a Ordem dos Bandeirantes
Autor: A. Z. Cordenonsi
Editora: Underworld
Total de páginas: 236
ISBN: 978-85-64025-36-6


The Marching Morons

12/04/2013

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The Marching Morons, de C. M. Kornbluth, é uma novela de ficção científica distópica publicada em 1951, passada muitos séculos à nossa frente, no ano 7-B-936. Isso mesmo, numa época tão distante que nem faz referência ao nosso calendário.

O corretor de imóveis John Barlow, que desde 1986 vivia em animação suspensa graças a um acidente esquisito durante um tratamento dentário (um choque elétrico misturado à anestesia) acorda num mundo estranho onde acidentes estúpidos acontecem, as coisas não fazem sentido e as pessoas parecem totalmente sem noção. É exatamente essa a impressão que Barlow (e, por consequência, o leitor) tem ao observar as atitudes da população.

No decorrer da história, é explicado o que faz com que tudo pareça estranho. Devido a um processo no mínimo questionável, no qual as pessoas inteligentes tinham poucos filhos, e as pessoas idiotas tinham muitos filhos, o mundo foi sendo aos poucos dominado apenas por pessoas idiotas. O resultado é uma população de 5 bilhões de pessoas com QI médio de 45, contra uma minoria inteligente de 3 milhões de pessoas que fica escondida no Polo Norte, tentando consertar as barbaridades que acontecem no “mundo dos idiotas”.

Barlow, um corretor que nunca mediu esforços para levar vantagem em suas vendas, surge com uma proposta para acabar com os idiotas, em troca de receber o título de “Ditador do Mundo”.

Recebi a indicação dessa leitura através do site da Amazon (ah, o maravilhoso mundo das ofertas baseadas no perfil das suas últimas aquisições!), e o que mais me interessou foi o fato dessa novela ter entrado no segundo volume do Science Fiction Hall of Fame, como uma das melhores novelas até 1965. Além disso, gosto muito de ficção científica antiga. Acho legal ver como o futuro era visto sessenta, setenta anos atrás.

O autor, C. M. Kornbluth, era considerado uma das maiores promessas da ficção científica, mas sua carreira foi brutalmente interrompida aos 35 anos, quando foi vítima de um ataque cardíaco fulminante.

A leitura é divertida até certo ponto e investe bastante no sarcasmo, especialmente por causa das idiotices que acontecem no futuro, mas há uma série de polêmicas.

A ideia principal já é bem complicada. É errado afirmar que pessoas inteligentes vão ter somente filhos inteligentes, e pessoas idiotas vão ter somente filhos idiotas. É errado afirmar também que pessoas idiotas vão sempre se unir a pessoas idiotas. E mais errado ainda é afirmar que pessoas idiotas sempre vão ter muitos filhos, ao passo que pessoas inteligentes sempre vão ter poucos filhos (o que fica implícito durante a leitura). Essa é só uma das demonstrações de preconceito que aparecem na história. Há ainda um episódio de preconceito racial, no qual o protagonista se recusa a cumprimentar um homem cujo nome parece ter origem africana.

Por fim, o próprio título, que pode ser traduzido como “A Marcha dos Idiotas”, indica um certo preconceito, fazendo referência a uma suposta hipótese de crescimento populacional misturada a uma panfletagem anti-comunista, chamada “The Marching Chinese”. Segundo essa hipótese, se a população da China fosse colocada em uma fila única, e marchasse por um único portão, a “marcha” prosseguiria para sempre neste portão, pois as pessoas teriam tempo de ter filhos, e esses filhos cresceriam e também teriam filhos, e assim por diante, antes que a última pessoa cruzasse o portão.

Essas polêmicas são, na verdade, a grande virtude da história. Kornbluth foi capaz de unir uma série de medos e preconceitos, apresentando uma sociedade diferente da que era comum na ficção científica da época. Não há uma sociedade pacífica, perfeita, nivelada por cima. Ao introduzir um homem sem escrúpulos e cheio de preconceitos apresentando uma “solução” para essa sociedade, o autor ainda conseguiu mostrar que, apesar de absurda, a humanidade no ano 7-B-936 não é tão diferente daquela dos anos 1950, pouco tempo após a Segunda Guerra, quando o mundo parecia muito mais perigoso do que realmente é.

Hoje, passados mais de sessenta anos após a publicação de The Marching Morons, com esse monte de tchu-tchus, tcha-tchas, lek-leks, Felicianos e Malafaias que nos rodeiam, talvez o futuro recheado de idiotices e preconceitos imaginado por C. M. Kornbluth não esteja tão distante daquele para o qual estamos nos dirigindo.


Fragmentos

10/04/2013

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Fragmentos, de Ricardo Guilherme dos Santos, publicação de 2012 pelo selo Vésper da Giz Editorial, é uma coleção de textos do autor que vão desde contos e poemas inéditos até postagens em blogs, reflexões pessoais e um trabalho acadêmico.

O que logo me chamou a atenção, quando recebi minha cópia autografada de Fragmentos foi a bela capa de Walter Tierno e o agradecimento que o autor faz a Kyanja Lee, figura simpaticíssima que conheci na Odisseia de Literatura Fantástica no ano passado em Porto Alegre. São dois pontos positivos, gente competente participando do processo de criação do livro.

O livro é composto por duas partes: “Textos Diversos” e “O Ritmo das Narrativas”, sendo esta última seu trabalho de conclusão de curso para uma pós-graduação em literatura, que não vou comentar aqui, uma vez que se trata mesmo de um trabalho acadêmico. Confesso que não o li por completo, mas apenas o resumo, alguns trechos e a conclusão. Não tem a ver com a qualidade do texto, mas isso é o que eu faço com a maioria dos trabalhos acadêmicos e artigos que leio.

Ai vai um pequeno apanhado sobre o que mais me agradou no livro:

  • o conto A Pequena Xamã, história de uma garotinha convocada para ajudar a salvar os animais, mesclada com um pouco de folclore brasileiro agrada pela simplicidade e pela mensagem final
  • o conto Sedução, uma ficção científica muito interessante sobre imvasão extraterrestre (provavelmente o texto que mais gostei no livro)
  • Sansão, uma espécie de Toy Story do mal. Um terror/policial que chega a causar alguns arrepios
  • os poemas Fragmentos, Vento, Teus Olhos e Ponto Final. São poemas curtos, não sei como comentar, só se reproduzir um deles aqui, mas gostei… vão ter que ler o livro.

Fazendo uma análise geral de Fragmentos, fica evidente que o autor é apaixonado por literatura em todas as suas formas. O conjunto de textos apresentados, assim como o título do livro indica, mostra “fragmentos” de suas ideias e pensamentos. O livro é agradável justamente por deixar transparecer que o autor escreve seus textos com o coração. No geral, o trabalho é de boa qualidade, mostrando uma preocupação do autor com o resultado final de seu trabalho e trazendo, como lemos na apresentação do livro, a harmonia no caos.

Fragmentos é uma obra interessante, de um autor ainda desconhecido do público, mas que me parece ter potencial para trabalhos mais audaciosos.

O livro pode ser adquirido aqui.

Título: Fragmentos
Autor: Ricardo Guilherme dos Santos
Editora: Giz Editorial (Selo Vésper)
Total de páginas: 147
ISBN: 978-85-7855-170-4