Guerra Justa

Li essa semana o livro Guerra Justa, de Carlos Orsi, lançado este mês pela Editora Draco.

A história é passada num futuro não muito distante, logo após uma grande catátrofe natural destruir regiões inteiras do planeta. A queda de um cometa no Oriente Médio e suas consequências causaram destruição e morte por toda a Terra.

Como consequência da catástrofe, a humanidade reinventa a religião e se une sob a orientação de um único líder religioso, o Pontífice. Este líder é tido como capaz de prever o futuro, antevendo dessa forma catátrofes como a que quase detruíra o mundo anos antes.

Este culto religioso chamado de Quinta Revelação promete salvar a humanidade mas tem, muitas vezes, ações duvidosas e tiranas, o que faz com que nem todos estejam satisfeitos com essa situação. Uma cientista brilhante, chamada Rafaela, acaba sendo recrutada por uma organização secreta como parte de uma missão para desvendar os métodos usados para prever o futuro.

O mundo apresentado pelo autor tem alguns elementos de literatura cyberpunk. É um futuro altamente tecnológico. As pessoas recebem implantes chamados “mediadores” que servem como interface entre suas mentes e o mundo exterior. Praticamente tudo pode ser feito por esses mediadores, desde um telefonema até acessar o noticiário. De forma sutil, os mediadores também podem alterar a percepção de cada pessoa, fazendo com que a realidade se apresente de forma diferente a cada um.

Aparecem também referências a viagens espaciais, inteligências artificiais, regeneração física e uso avançado do cérebro. Não há muitas explicações técnicas, o que, se por um lado deixa o texto simples demais em certos momentos, também faz com que as soluções sejam verossímeis, já que o autor não fica tentando explicar o inexplicável.

No geral, o livro é bem interessante. Mas não é uma leitura tão simples. A influência cyberpunk também é evidente no ritmo rápido do livro. Capítulos curtos e com informações precisas, sem muita enrolação. Em alguns momentos, a sensação é a de “ler” um video-clipe cuja ação pula do Irã para o México, Hong Kong, Coreia do Norte e África.

A apresentação do livro também é muito bacana. A Editora Draco continua fazendo um bom trabalho na divulgação da literatura fantástica no Brasil. O papel usado na impressão é de muito boa qualidade e a capa é legal. Devo dizer, no entanto, que peguei vários erros de digitação. Isso é uma pena, mas não estraga o bom trabalho feito pela editora.

No final das contas, Guerra Justa é certamente uma leitura que vale a pena.

3 respostas para Guerra Justa

  1. Eu também gostei dessa resenha! Achei a estrutura bem interessante… até lembra, um pouco, o livro que acabei de lançar. Assim que puder vou adquirir essa obra!

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