Quase…

Como já disse antes, o processo de seleção da antologia 2013: Ano Um deu muito trabalho. Foram dois meses para a submissão e quase quatro meses até a divulgação dos selecionados.

O que me deixou mais satisfeito com essa antologia é que eu e Alícia Azevedo tivemos muito trabalho para “fechar” a lista final. Era exatamente isso que eu estava esperando. Muito trabalho. Confesso que, no começo, tive um certo receio de que a maioria dos trabalhos precisasse ser recusada logo de cara. Passei alguns dias pensando: “E se só vier porcaria?” Mas felizmente meus temores não se concretizaram.

Durante o processo de seleção, tivemos várias preocupações e cuidados. Não queríamos uma coletânea com contos todos iguais, retratando um mesmo futuro, mas com personagens diferentes. Meu maior medo era o que eu chamei de “Efeito Mad Max”. Não queria montar um livro com 15 versões diferentes do clássico filme dos anos 1980. A ideia principal foi variar, mantendo a qualidade, os possíveis cenários para o futuro pós-apocalíptico da Terra. Deixando totalmente a modéstia de lado, acho que fizemos um bom trabalho.

Mas hoje eu queria apresentar a vocês alguns contos que me chamaram a atenção, mesmo que por algum detalhe tenham ficado de fora. Quando eu digo “algum detalhe”, estou sendo muito genérico. Pode ser que um conto seja bom, mas apresente algum aspecto que não nos interessou tanto para a coletânea. Outro pode ser bom, mas repetir um tema que já foi usado à exaustão (Efeito Mad Max). Outro ainda, pode ser bom, mas bater de frente com algum melhor (Cristiano Ronaldo é craque, mas deu azar de jogar na mesma época que o Messi, por exemplo).

Mas independentemente de qualquer coisa, se eu tivesse enviado algum conto para uma seleção, acho que eu ia gostar de saber que, mesmo não tendo sido selecionado, meu conto chamou a atenção. É pensando nisso que eu quero compartilhar a lista abaixo com vocês.

Quero deixar claro, essa opinião é minha. Eu e a Alícia não montamos uma lista dos “quase selecionados”. Foram alguns contos que li, gostei, e achei que tinham potencial.

Aí vão os contos, numa ordem totalmente aleatória:

  • 13.0.0.0.0 – Sid Castro
  • Prole da Ruína – Rodolfo Santos
  • Não Estávamos Prontos – Renato Azevedo
  • O Homem que Tocou a Harpa – Daniel Cavalcante
  • Pão e Água – Márjole Coletro
  • Domo Acra – Georgette Silen
  • Caçadores de Aventuras – Adrianna Alberti

3 respostas para Quase…

  1. Os autores que tiveram os textos não selecionados para o concurso bem que poderiam divulgá-los por meio de seus blogs, por exemplo.

  2. adrianna disse:

    Não fiquei feliz de não ser aceita, lógico, quem fica feliz com um “não”? Mas me sinto satisfeita e aliviada por ter sido quase… significa que não estou tão ruim assim, hehehe…
    Pode parar discurso pronto, mas também acho importante autores levarem alguns nãos para não perderem o rumo…
    ;D

    • Daniel Borba disse:

      Oi Adrianna, eu escrevi esse post porque queria dar um feedback pra outros contos que gostei, mesmo sem que tenham sido selecionados. Claro que não é legal levar um “não”, mas faz parte da vida, né?

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