O Estigma do Feiticeiro Negro

05/03/2013

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O Estigma do Feiticeiro Negro, de Melanie Evarino e Miguel Carqueija, é um romance de fantasia publicado no final de 2012 pela Editora Ornitorrinco.

O romance é centrado nas aventuras de Gislaine Pétala, uma elfa nobre que abandona a floresta pacata em que sempre viveu e parte para o mundo dos humanos, em busca de conhecimento e um pouco de aventura. Acompanhada de Morte, seu dragão que serve de montaria e bicho de estimação, a princesa elfa acaba se vê envolvida por acaso numa guerra que pode mudar o destino do mundo.

A ação começa com a chegada da Elfa numa estalagem, de onde seu dragão é roubado por um sujeito misterioso. Na tentativa de recuperar sua montaria, Gislaine aos poucos vai se unindo a um grupo de personagens tão diferentes quanto inusitados: um anão invocado e briguento, um cavaleiro todo atrapalhado cuja fama de heroi vem sabe-se lá de onde, um hobbit ladrão, uma mestra espadachim, um mago incorpóreo e um índio amazônico. Juntos, eles assumem a missão de impedir que o sinistro Cavaleiro Negro dê continuidade a seus planos de dominar o mundo, despertando monstros ancestrais há muito adormecidos.

O livro é claramente voltado a um público infanto-juvenil, com diversas piadinhas e lições de moral,  cumprindo de maneira competente a missão de segurar o leitor até o final. Os personagens são estranhos, criativos, e surpreendentemente simpáticos. É uma mistura interessante, que foge aos padrões normais de um livro de fantasia. Não é um universo típico, totalmente medieval. Ao contrário, temos criaturas “tradicionais”, mas também temos um índio e até um pirata aparece em determinado momento. E para completar a mistura, Gislaine, a elfa, é cristã.

Os autores usaram todas as liberdades possíveis ao criar este “universo paralelo”. Já estou familiarizado com o trabalho de Miguel Carqueija, é fácil reconhecer seu dedo em algumas das atitudes ou das soluções apresentadas. Assim como em outras obras dele, temos uma mulher como protagonista, fortemente influenciada pelo seu lado cristão, tentando ensinar e passar adiante seus valores. Por outro lado, a co-autora Melanie Evarino é cosplayer, fã de mangás e RPG. Essas influências aparecem claramente na formação da equipe de Gislaine, e em alguns dos desfechos que vão aparecendo no decorrer do romance.

A princípio, essa mistura toda de personagens e estilos pode soar estranha, mas o resultado final é muito bom. O livro agrada bastante e diverte em vários momentos. O ritmo é acelerado e as aventuras da turma vão se sucedendo uma após a outra. Gostei e recomendo.

Um outro detalhe importante é o trabalho excelente feito pela Editora Ornitorrinco. O livro tem um acabamento muito bom, cheio de ilustrações e bem caprichado. Infelizmente, me parece que houve pouca divulgação desse livro. Vi um ou outro comentário nas redes sociais, mas muito pouca coisa. Temos aí um trabalho muito bom, unindo duas gerações diferentes de autores nacionais. Isso precisa ser valorizado.


Encontro com o Destino

11/02/2013

encontro-com-o-destinoEncontro com o Destino, do francês Jean-Pierre Laigle, foi lançado sem muito alarde em 2012 pela Devir Livraria. A noveleta faz parte do selo Asas do Vento de livros de bolso, que já trouxe algumas pequenas obras-primas, como comentei outras vezes.

É uma pena que não se tenha falado mais desse livrinho. Trata-se de uma ficção científica hard, do tipo que não se vê muito por aqui, com uma história que envolve intrigas, política e combates espaciais. O ritmo da aventura é muito bom, envolvendo o leitor aos poucos mas de maneira constante.

A história usa um conceito que eu acho fascinante e que pode render excelentes histórias, se bem trabalhado: uma nave de gerações A gigantesca Arca I está a caminho da estrela Alpha Serpentis, tendo deixado a Terra séculos atrás, nos primeiros passos da colonização espacial. A viagem sofre uma interrupção quando a Arca I é alcançada por uma espaçonave militar enviada pelo Monopólio Corporativista que assumiu o controle da Terra durante o período em que a Arca I estava no espaço. O argumento usado pelos militares é de que a Arca I carrega uma preciosa carga de animais e plantas que serviria para criar um mundo habitável, mas do qual a Terra agora precisa para recompor seu ecossistema que está à beira do colapso.

O debate entre as duas naves se torna intenso, com visitas diplomáticas de ambas as partes, jogos de interesses e intrigas políticas entre os que são a favor e contra o retorno da Arca I à Terra sem completar sua missão. O autor cria uma questão muito bem elaborada a respeito das diferenças culturais entre as duas tripulações. Não são apenas os interesses que divergem, mas a cultura e o comportamento de duas tripulações separadas por séculos de isolamento trazem um tom interessante à trama. Talvez esse seja o aspecto mais importante da obra.

Como se espera numa aventura espacial, há combates e sequências um pouco mais aceleradas que prendem a atenção do leitor, mas, mesmo nos debates políticos, várias alternativas são apresentadas a cada novo capítulo, criando uma atmosfera de suspense.

Encontro com o Destino, informa a nota no final do volume, tem sua primeira publicação mundial nesta edição da Devir, sendo um prólogo de outras aventuras num futuro distante, já publicados pelo autor em outros países. Vale muito a leitura, não só pela qualidade da história, mas também por se tratar de um autor fora do eixo EUA-Reino Unido, o que não é uma coisa muito comum de se ver por aqui.

Título: Encontro com o Destino
Autor: Jean-Pierre Laigle
Total de páginas: 128
Editora: Devir Livraria
ISBN: 978-85-7532-498-1


Danação

15/01/2013

danação

Poxa, faz um bom tempo que não comento nenhum livro por aqui. Digamos que foi um período “sabático”…:)

Hoje eu gostaria de comentar um livro que li no finalzinho do ano passado e que achei ótimo: Danação, de Marcus Achiles, lançado em 2012 pela Editora Baraúna.

Passei boa parte do ano lendo contos ou antologias, e estava sentindo falta de um bom romance, daqueles que fazem a gente passar a noite lendo, virando página após página, ansioso para chegar ao final.

Danação é um destes romances.

O livro entra na “onda” de valorização do folclore nacional, trazendo uma história de fantasia e terror ambientada em solo tupiniquim, com uma boa dose de pesquisa de mitos e crenças populares.

Esse trabalho já vem sendo bem desenvolvido por alguns autores, em especial, Christopher Kastensmidt, com a Bandeira do Elefante e da Arara, e Roberto de Sousa Causo, com a saga de Tajarê, que já comentei em outras oportunidades. Não escondo de ninguém minha enorme apreciação por essas histórias que são simplesmente brilhantes, portanto, quando Marcus Achiles entrou em contato, me oferecendo um exemplar de Danação para que eu o lesse e avaliasse, fiquei empolgado com a ideia.

A maior parte da história se passa na cidade de Taubaté, num Brasil Colônia cheio de mistérios e superstições, no ano de 1734. A cidade vem sofrendo seguidos e misteriosos ataques, todas as sextas-feiras, que deixam corpos queimados espalhados pelas suas ruas. A população está assustada e desconfiada. Incapazes de reunir evidências conclusivas, seus líderes políticos e religiosos culpam ora escravos fugitivos, ora índios rebeldes, numa tentativa vã de trazer calma aos moradores da vila.

Paralelamente a isso, o leitor passa a conhecer a história de Diogo Durão de Meneses, senhor de engenho, herdeiro de uma outrora próspera família, mas que foi amaldiçoado pelo pior dos inimigos ao tentar recuperar parte do prestígio que tivera. Este inimigo, ninguém menos do que o próprio Diabo, fez com que, de uma forma ou de outra, Diogo perdesse quase tudo que lhe era importante na vida.

Num ato de desespero, o jovem passa a perambular pelas terras do interior paulista, em busca não se sabe muito bem do quê. Redenção, salvação, perdão? Ou simplesmente o direito de morrer, que também lhe vem sendo negado há anos. Ao seu lado, viajam João e Inácio, pai e filho, escravos da família. Por vezes, Diogo é visitado pelo seu maior inimigo, que, de maneira sádica e cruel, lhe aparece na forma que mais poderia feri-lo.

O destino faz com que o jovem chegue a Taubaté, colocando frente a frente as duas maldições. Cabe a ele lutar contra a monstruosidade, uma das figuras mais populares do folclore brasileiro, representada de maneira assustadoramente cruel e sanguinária, que insiste em descontar sua ira na pequena e assustada vila.

O livro todo tem um ritmo muito bom. São momentos, etapas diferentes da história, que vão segurando o leitor. Logo no início, surge o drama do jovem Diogo, enganado, traído e condenado. Os escravos João e Inácio são apresentados, também com seus problemas particulares, seus sofrimentos e dores. A tensão é leve, mas constante, aproximando o leitor dos protagonistas.

Quando o trio chega a Taubaté, a história ganha um outro ritmo, um pouco mais arrastado, com as intrigas, a conversa fiada dos políticos e militares que acham que são donos da vila. O leitor é apresentado a uma vila cheia de pequenas conspirações e atos corruptos, com políticos, militares, escravos e índios convivendo numa paz forçada e instável.

Quando a verdadeira natureza do mal que assola a vila é revelada, o romance ganha um ritmo mais acelerado, podemos dizer que é um primeiro clímax, com o encontro entre Diogo e o monstro. A partir daí, as situações de tensão começam a aumentar de intensidade prendendo a atenção do leitor mais e mais até um desfecho dramático.

Além da história bem contada, o romance apresenta em toda a sua extensão uma pesquisa muito bem feita pelo autor. São pequenos detalhes históricos, expressões antigas e costumes apresentados ao leitor que fazem com que a história se mostre muito mais verossímil. O autor também brinca de maneira habilidosa com os mitos e crenças do nosso folclore, criando uma atmosfera ao mesmo tempo envolvente e assustadora.

Em algumas trocas de email com o autor, descobri que sua pesquisa foi intensa, não só na parte histórica, mas também no uso das palavras e do linguajar típico dos paulistas daquela época, assim como nas diferentes versões das crenças populares. Esse esforço merece um crédito especial, numa época em que há tantas publicações de qualidade duvidosa por aí. Fica evidente o compromisso em oferecer aos leitores um trabalho de qualidade, bem construído e fiel a nossas tradições.

Com tudo isso, Danação revelou-se uma obra extraordinária. Foi uma leitura que me agradou demais e que recomendo fortemente, tendo me apresentado um autor até então desconhecido mas que demonstra muita qualidade em seu primeiro romance.
O final do livro deixa claro que há outras aventuras de Diogo de Meneses  esperando para serem contadas. Espero ansiosamente que o autor as compartilhe conoso em breve.

Há mais informações disponíveis no site: http://folclorefantastico.blogspot.com

Título: Danação
Autor: Marcus Achiles
Total de páginas: 409
Editora: Baraúna
ISBN: 978-85-7923-487-3


Série Shiroma, de Roberto de Sousa Causo

07/12/2012

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Em paralelo à série de aventuras de space opera protagonizadas pelo herói espacial brasileiro, Jonas Peregrino, “As Lições do Matador”, Roberto de Sousa Causo desenvolve a série “Shiroma, Matadora Ciborgue”.

Agora no final de outubro, é divulgado o selo destinado às narrativas da série “Shiroma, Matadora Ciborgue”, em arte original de Vagner Vargas, o mais experiente ilustrador brasileiro de ficção científica.

“Shiroma, Matadora Ciborgue” é fruto do “Projeto Portal”, uma série de seis revistas semestrais de contos de ficção científica editada por Nelson de Oliveira entre 2008 e 2010. A trans-humana Shiroma é uma assassina hesitante, raptada da Terra ainda criança e levada por um casal de mercenários, Tera e Tiago, para ser treinada como matadora de aluguel.

A primeira narrativa, “Rosas Brancas” (em Portal Solaris), trata do seu sequestro e de como sua mãe, Nara Nunes, foi morta. “Concha do Mar” (Portal Neuromancer) conta como ela encontrou uma concha do mar em um mundo alienígena onde fora levada para um teste de sobrevivência, uma concha que simboliza a sua angústia íntima com o sequestro e a morte da mãe, que, na mente de Shiroma, passa a habitar, como voz incorpórea, o interior da concha. “O Novo Protótipo” (Portal Stalker) conta como ela realizou o seu primeiro assassinato, no Bairro da Liberdade, em São Paulo. “Cheiro de Predador” (Portal Fundação) mostra a heroína um pouco mais senhora de si como matadora, ao penetrar, com a ajuda de dois alienígenas, a segurança de um mundo altamente vigiado. Em “Arribação Rubra” (Portal 2001) ela cai em um ponto obscuro de um planeta alienígena, quando o seu veículo é sabotado a caminho de uma nova missão. Finalmente, em “Tempestade Solar” (Portal Fahrenheit), a matadora se defronta com o passado, e prepara violentamente o seu futuro — a ser desenvolvido em outras histórias.

“Tempestade Solar” será republicada em novembro de 2012, na antologia Todos os Portais: Realidades Expandidas (Terracota Editora), organizada por Nelson de Oliveira. A heroína já possui duas outras aventuras completas, aguardando publicação.

A série partilha do mesmo universo ficcional das aventuras de Jonas Peregrino, um herói de space opera militar que estreou com a noveleta “Descida no Maelström”, publicada em 2009 na antologia Futuro Presente, organizada por Nelson de Oliveira para a Editora Record, do Rio de Janeiro. Outras aventuras de Peregrino apareceram nas antologias Assembléia Estelar (Devir), editada por Marcello Simão Branco, e Space Opera: Jornadas Inimagináveis em uma Galáxia Não Muito Distante (Draco), editada por Hugo Vera & Larissa Caruso.

Nesse projeto, os dois personagens principais, Shiroma e Peregrino, irão se encontrar mais adiante, as duas séries se entroncando em uma única narrativa — uma vasta e complexa space opera.


Trilhas do Tempo

05/12/2012

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A Devir Livraria está preparando o lançamento de Trilhas do Tempo, novo livro de Jorge Luiz Calife, autor do excelente Padrões de Contato.

Abaixo, o material divulgado pela editora:

TRILHAS DO TEMPO

Jorge Luiz Calife

Devir Lança Livro de Contos do Mestre Brasileiro da Ficção Científica

Título: Trilhas do Tempo

Autor: Jorge Luiz Calife
Editora: Devir Livraria, Selo Pulsar
Arte de capa: Vagner Vargas
Número de páginas: 176.
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 29,50
ISBN: 978-857532-519-3

Uma reunião de narrativas deslumbrantes, de uma sensualidade bem brasileira e repletas daquele sentido do maravilhoso que apenas a melhor ficção científica pode oferecer

Jorge Luiz Calife ascendeu ao mapa da ficção científica mundial em 1985 com o agradecimento de Arthur C. Clarke às suas sugestões para a continuação de 2001: Uma Odisséia no Espaço, tornadas concretas com o romance 2010: Uma Odisséia no Espaço II: “Agradeço ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Uma Odisséia no Espaço].”

Isso abriu as portas também para que ele fosse publicado no Brasil com os três romances da trilogia “Padrões de Contato”, composta de Padrões de Contato, Horizonte de Eventos e Linha  Terminal, relançados pela Devir em um único volume em 2009. A mesma série de narrativas ambientadas no que Calife chamou de “Universo da Tríade” foi ampliada em 2011 com o romance Angela entre dois Mundos, cronologicamente anterior à trilogia. Além disso, na década de 1980 Calife passou a aparecer em revista de circulação nacional, como Playboy, Manchete, EleEla e Isaac Asimov Magazine, fazendo muito pela promoção da ideia de que a ficção científica escrita por brasileiros era uma realidade. Sua carreira é uma das mais longas e prolíficas dentro da nossa ficção científica.

Trilhas do Tempo é o segundo livro de contos de Calife — o primeiro publicado pela Devir, que com ele reúne pela primeira vez os contos impressos naquelas revistas nos anos oitenta, com destaque para histórias que combinam com sensibilidade, erotismo e ficção científica. O livro traz ainda uma narrativa inédita — a novela “A Estrela e o Golfinho”—, que faz a ponte entre Angela entre dois Mundos e a Trilogia Padrões de Contato. Também pela primeira vez, Trilhas do Tempo inclui uma cronologia detalhando os principais fatos e narrativas do Universo da Tríade.

Completando esta edição histórica da Devir, a introdução de Clinton Davisson, o atual presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica, faz um apanhado da carreira de Jorge Luiz Calife e relata como foi crescer em uma época em que Calife era o representante número 1 da ficção científica brasileira, com um impacto único da cultura popular do país.

Sobre o Autor:

Jorge Luiz Calife é um dos nossos melhores escritores de ficção científica, considerado o “pai da ficção científica hard brasileira” — aquela em que a tecnologia e conceitos científicos são mais importantes —, pelo pioneirismo da sua trilogia “Padrões de Contato”, relançada pela Devir em 2009 num único volume.

Calife ajudou a divulgar a ideia de uma FC brasileira publicando em revistas de circulação nacional, como EleEla, Playboy, Isaac Asimov Magazine e Manchete — onde saiu seu conto “2002”, que impressionou Arthur C. Clarke e o motivou a escrever uma sequência — antes não admitida por ele —, ao seu clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço.

Contos de Calife apareceram também em Portugal e na revista francesa Antarès — Science Fiction et Fantastique sans Frontieres. No Brasil, também publicou na revista Quark e nas antologias Dinossauria Tropicália (1994), Como Era Gostosa a Minha Alienígena! (2003), Histórias de Ficção Científica (2005), Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (2007), Contos Imediatos (2009), Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras (2009) e Space Opera: Odisseias Fantásticas além da Fronteira Final (2011).
Algumas de suas histórias dentro do Universo da Tríade, ao qual pertence Angela entre dois Mundos e a trilogia “Padrões de Contato”, estão em As Sereias do Espaço (2001).

Jornalista e divulgador científico, também publicou Espaçonaves Tripuladas — com Cláudio Oliveira Egalon e Reginaldo Miranda Júnior (2000) — e Como os Astronautas Vão ao Banheiro? e Outras Questões Perdidas no Espaço (2003). Vive em Pinheiral, interior do Rio de Janeiro e escreve sobre cultura para o Diário do Vale.

Repercussões de outros livros do autor:

“Um brasileiro imaginativo, bem informado e irreverente, capaz de lidar com a ficção científica tão bem quanto os melhores autores estrangeiros do gênero.”
—Miriam Paglia Costa, Veja.

“[A Trilogia Padrões de Contato] é um marco da sci fi brasileira e precursora do gênero new space opera.”
—Arnaldo Bloch, O Globo.

“A obra mostra a origem de Angela Dunca, uma imortal e personagem principal da trilogia Padrões de Contato … Cheio de ação, aventura e muita ficção, Angela entre dois Mundos é uma excelente mostra do trabalho do autor, uma importante peça que ajudou na concretização da ficção científica brasileira.
Sci-Fi News.

“Um dos méritos deste novo romance é que ele não se limita a reconstituir os eventos que precederam a Trilogia Padrões de Contato. Longe de uma perspectiva puramente romanesca, Jorge Luiz Calife amplifica aqui sua visão de uma galáxia dedicada a se tornar o crisol de múltiplas civilizações, ao mesmo tempo em que a relaciona aos problemas de nosso tempo. Angela entre dois Mundos implicitamente faz parte de uma história do futuro comparável àquelas de Robert Heinlein, Poul Anderson ou Olaf Stapledon. (…) No âmbito da ficção científica brasileira, é um dos raros autores capazes de apaixonar seus leitores conjugando ciência e filosofia.”
—Jean-Pierre Moumon, editor de Jorge Luiz Calife na revista francesa Antarès.

“Fiel à ficção científica hard de Arthur C. Clarke, Calife brinda o leitor de Angela Entre Dois Mundoscom a narrativa da adolescência e do início da idade adulta de Angela Duncan, protagonista da Trilogia Padrões de Contato. Quem curtiu os enredos, tramas e ambientes futuristas da trilogia, vai querer saber o que fez a jovem Angela pré-Tríade se tornar quem é.”
—Gerson Lodi-Ribeiro, autor de Taikodom: Crônicas e Xochiquetzal.

Escrever ficção científica exige de um autor mais que facilidade de escrita. Neste caso é preciso criatividade, tanto na criação de personagens quanto desenvolvimento de diálogos, além de boa formação cultural. Jorge Luiz Calife dispõe de tudo isso… Num estilo refinado, com inegável influência de Arthur C. Clarke… Calife tem tudo para se transformar no grande autor desse gênero no Brasil. Seu conhecimento de ciência, como um dos principais autores de divulgação, dá a ele credenciais mais que suficientes…”
—Ulisses Capozzoli, editor da Scientific American Brasil.

“Se o relançamento da trilogia em 2009 tornou possível a reavaliação histórica e a importância surpreendentemente atual da obra neste início de século XXI, Angela entre dois Mundos nos ajuda a compreender melhor as motivações iniciais de Calife para a criação do universo ficcional mais elaborado e significativo da história recente de nossa FC. Coloca em primeiro plano, a gestação das primeiras ideias, através da figura bela e precoce de Angela Duncan, uma das personagens mais marcantes da ficção científica brasileira.”
—Marcello Simão Branco, co-autor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica.

Devir Livraria: “Líder em ficção científica
Rua Teodureto Souto, 624 – Cambuci – São Paulo-SP, CEP 01539-000
Fone: (11) 2127-8787
Mais informações: luzia@devir.com.br
Visite o nosso site:  http://www.devir.com.br/


O Estigma do Feiticeiro Negro

18/10/2012

A Editora Ornitorrinco, sediada em Petrópolis – RJ, prepara o lançamento de seu primeiro romance: O Estigma do Feiticeiro Negro, de Miguel Carqueija e Melanie Evarino.

O livro está em pré-venda no site da editora e tem seu lançamento marcado para o dia 10 de novembro às 15:00 na Casa da Leitura, no Rio de Janeiro. Durante o evento, haverá uma mesa-redonda com os autores, mediada por Ana Cristina Rodriges,  e com a participação dos escritores Ana Lúcia Merege e Estevão Ribeiro.

Dados do livro:
Autores: Melanie Evarino e Miguel Carqueija
Ilustrações da capa e miolo: Walter Tierno
Páginas: 300 em papel Ensocoat 90g
Capa: Cartão 250g com orelhas de 8cm e laminação fosca
ISBN: 978-85-65623-02-5
Gênero: Literatura Fantástica – Romance

Gislaine Pétala que, ao partir em resgate de sua montaria roubada – um dragão convenientemente chamado de Morte – vê-se envolvida numa intriga palaciana que pode levar dois poderosos reinos à guerra. Ao lado do enfezado anão Armenio de Gottfried, do falastrão cavaleiro Iúri, do mago incorpóreo conhecido como Homem Sombra, da mestra espadachim Moira Ryan, do ladrão Luigi Bertoldo e do gigante nativo americano Olho de Águia, Gislaine enfrenta as hordas do Cavaleiro Negro, que pretende ressuscitar antigos espíritos adormecidos. O estigma do feiticeiro negro é uma divertida homenagem a uma pletora de obras de referência que bem o merecem, e agradará aos que buscam por um texto acessível, movimentado e bem humorado.


Estranhas Invenções

10/10/2012

Lançado na Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre, em abril de 2012, Estranhas Invenções é uma antologia organizada por Ademir Pascale e composta por dez contos.

Tive o privilégio de participar deste livro após um convite do organizador, cuja proposta inicial era que cada autor escrevesse sobre uma invenção qualquer. A ideia era que cada um dos autores se tornasse um inventor, criando as mais estranhas invenções. Apaixonado pelo espaço e por viagens espaciais como eu sou, aproveitei para criar um aparelho que pudesse fazer o Homem viajar às estrelas. Era um dispositivo capaz de apontar para determinada região do céu e, com algumas aplicações físicas, dobrar o espaço-tempo, de modo a levar o usuário a distância interestelares. Essa é a base do meu conto A Ponte para o Infinito.

Não posso julgar o meu conto, mas posso falar do restante do livro, que tem uma apresentação muito bacana, excelente diagramação e muitos contos bacanas. Toda a apresentação do livro é voltada à figura de Leonardo da Vinci. O organizador Ademir Pascale tentou fazer uma homenagem a esse gênio da Renascença, apesar de que os contos destoam um pouco dessa ideia geral, já que as invenções apresentadas no livro pouco têm a ver com o que se esperaria dos rascunhos e projetos deixados por Da Vinci.

Mas isso de maneira nenhuma tira o valor do livro que garante uma leitura agradável e descontraída, com boas surpresas.

Os demais participantes do livro são:

  • Tibor Moricz: Tempus Fugit, uma aventura contada em ritmo frenético sobre dois cientistas que tentam a todo custo criar uma máquina do tempo.
  • Ana Lúcia Merege: A Incrível Máquina de Micawber, conto divertido no qual um grupo de amigos descobre uma máquina capaz de revelar coisas muito interessantes (não vou contar aqui…:D)
  • Miguel Carqueija: A Tempolaramina, mais um conto que brinca com viagens no tempo. De maneira muito bem humorada e divertida, diga-se de passagem.
  • Cesar Alcázar: Na Solidão de Phobos, conto muito interessante mostrando o que se passa na cabeça de um homem abandonado numa estação espacial em órbita de Marte.
  • Maurício Montenegro: O Terceiro Nível, uma história sobre realidades paralelas e diferentes universos, nos fazendo questionar o que é real.
  • Alícia Azevedo: Anastasis, em que a autora traz à tona o eterno desejo do ser humano de trazer de volta os mortos.
  • Ademir Pascale: Apenas um Botão, que nos mostra um jovem idealista, cujo maior anseio é ajudar a humanidade, mas acaba se perdendo dentro de seu prórpio sonho.
  • Jorge Luiz Calife: Uma Pequena Questão de Tempo, que traz a repórter Luciana Villares, personagem da trilogia Padrões de Contato, do mesmo autor, numa aventura pelo tempo e espaço.
  • Marcelo Bighetti: A Fuga, onde um jovem aparentemente normal mostra uma capacidade extraordinária para aprender e progredir, até se tornar algo além da capacidade humana de compreensão.

Quem quiser saber mais sobre o livro, ou adquirir um exemplar, pode conferir o site da Editora Ornitorrinco.