Novo Festival do Minuto: Ciência

30/04/2013

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Assim como aconteceu no ano passado, o FESTIVAL DO MINUTO acaba de anunciar um concurso com o tema “Ciência”. Continue lendo »


Fragmentos

10/04/2013

fragmentos

Fragmentos, de Ricardo Guilherme dos Santos, publicação de 2012 pelo selo Vésper da Giz Editorial, é uma coleção de textos do autor que vão desde contos e poemas inéditos até postagens em blogs, reflexões pessoais e um trabalho acadêmico.

O que logo me chamou a atenção, quando recebi minha cópia autografada de Fragmentos foi a bela capa de Walter Tierno e o agradecimento que o autor faz a Kyanja Lee, figura simpaticíssima que conheci na Odisseia de Literatura Fantástica no ano passado em Porto Alegre. São dois pontos positivos, gente competente participando do processo de criação do livro.

O livro é composto por duas partes: “Textos Diversos” e “O Ritmo das Narrativas”, sendo esta última seu trabalho de conclusão de curso para uma pós-graduação em literatura, que não vou comentar aqui, uma vez que se trata mesmo de um trabalho acadêmico. Confesso que não o li por completo, mas apenas o resumo, alguns trechos e a conclusão. Não tem a ver com a qualidade do texto, mas isso é o que eu faço com a maioria dos trabalhos acadêmicos e artigos que leio.

Ai vai um pequeno apanhado sobre o que mais me agradou no livro:

  • o conto A Pequena Xamã, história de uma garotinha convocada para ajudar a salvar os animais, mesclada com um pouco de folclore brasileiro agrada pela simplicidade e pela mensagem final
  • o conto Sedução, uma ficção científica muito interessante sobre imvasão extraterrestre (provavelmente o texto que mais gostei no livro)
  • Sansão, uma espécie de Toy Story do mal. Um terror/policial que chega a causar alguns arrepios
  • os poemas Fragmentos, Vento, Teus Olhos e Ponto Final. São poemas curtos, não sei como comentar, só se reproduzir um deles aqui, mas gostei… vão ter que ler o livro.

Fazendo uma análise geral de Fragmentos, fica evidente que o autor é apaixonado por literatura em todas as suas formas. O conjunto de textos apresentados, assim como o título do livro indica, mostra “fragmentos” de suas ideias e pensamentos. O livro é agradável justamente por deixar transparecer que o autor escreve seus textos com o coração. No geral, o trabalho é de boa qualidade, mostrando uma preocupação do autor com o resultado final de seu trabalho e trazendo, como lemos na apresentação do livro, a harmonia no caos.

Fragmentos é uma obra interessante, de um autor ainda desconhecido do público, mas que me parece ter potencial para trabalhos mais audaciosos.

O livro pode ser adquirido aqui.

Título: Fragmentos
Autor: Ricardo Guilherme dos Santos
Editora: Giz Editorial (Selo Vésper)
Total de páginas: 147
ISBN: 978-85-7855-170-4


Prêmio Argos 2012

29/09/2012

Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil entrega o Prêmio Argos de Literatura Fantástica

Por jornalismo CLFC

O retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica foi considerado um dos pontos altos do VI Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica. A cerimônia aconteceu no domingo, dia 23, às 13h, no auditório da Biblioteca Viriato Corrêa, em Vila Mariana, SP. O prêmio Argos 2012 é feito por votação direta dos sócios do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil e visa eleger os melhores romances e contos do gênero fantástico (ficção científica, fantasia e terror) publicados em língua portuguesa no ano de 2011.
O escritor Gerson Lodi-Ribeiro foi o vencedor da principal categoria, Melhor Romance, com o livro A Guardiã da Memória.  Gerson também recebeu um prêmio especial pelo conjunto da obra e pelas contribuições à ficção científica nacional, dentre as quais, a própria criação do Argos no final do século passado.
Os outros indicados na categoria Romance, ou História Longa, foram: Eduardo Spohr com Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida; Flávio Carneiro com A Ilha; Luiz Bras com Sonho, Sombras e Super-heróis e Simone Saueressig com B9.

O médico mineiro, Flávio Medeiros Jr, levou o prêmio de melhor história curta com o conto O Pendão da Esperança, publicado na coletânea Space Opera. Os outros concorrentes eram: Alliah com Morgana Memphis Contra a Irmandade Gravibranâmica; Cirilo S. Lemos com O Auto do Extermínio; ClintonDavisson Fialho com A Esfera Dourada e Marcelo Jacinto Ribeiro  com Seu Momento de Glória. Os livros premiados foram publicados pela editora Draco.

A festa foi feita com muito humor e suspense com clara alusão ao prêmio Oscar norte-americano, com direito a um pequeno teatro de cosplayers que terminou com a entrada triunfal do presidente do CLFC, Clinton Davisson,que foi o apresentador da cerimônia. De acordo com a tradutora Mary Farrah, que coordenou a apresentação teatral, o grupo de atores é composto por membros de diversos fãs clubes de Star Wars. “Combinamos com a diretoria doCLFC que essa apresentação se daria gratuitamente, em troca apenas de uma doação do Clube para a instituição Casa da Sopa de Nova Iguaçu. Graças aos sócios, algumas crianças carentes terão um cardápio mais diversificado durante, pelo menos, mais três meses”, falou.

O grande vencedor da noite, Gerson Lodi-Ribeiro, elogiou a festa e se disse emocionado tanto com as premiações que recebeu, quanto com as ações de caráter social que o CLFC vem adotando na nova gestão. “Ficção científica engajada, que serve não apenas para inspirar o futuro com que muitos de nós sonhamos, mas para cuidar e ajudar a consertar o presente. De arrepiar os pelos!”, afirmou.

O prêmio chegou a ser considerado o mais importante do gênero na virada do século quando teve quatro edições, 1999, 2000, 2001 e 2003. Segundo o presidente do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil – CLFC, Clinton Davisson, o retorno do Argos faz parte de um plano de metas que visa a retomada definitiva do Clube fundado em 1985 e que chegou a ser reconhecido pela Science Fiction and Fantasy Writers of America – SFWA como entidade representativa no Brasil. “Com o advento da internet, muitas das funções do CLFC foram perdendo a razão de ser. Quando assumi, em outubro do ano passado, a proposta era repensar a utilidade do Clube. Partimos primeiro para retomar tudo o que ele fazia antes, só que adaptado à nova realidade do século XXI; como o Somnium, o antigo fanzine em papel, que foi  adaptado ao formato pdf para ser distribuído on-line; a criação da Biblioteca Nacional de Ficção Científica que estava prevista no estatuto; a volta do site oficial e, agora, o retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica. Além disso, estamos criando coisas novas, como parceria com editoras para conseguir descontos para os sócios, sorteio de ingressos de cinema e, principalmente, ações sociais voltadas ao incentivo à leitura para crianças, cursos para jovens escritores e a formação de novos leitores”, explica Clinton.


Vencedores da promoção O Vingador do Futuro

24/08/2012

Usando o bom e velho método do papelzinho, realizei o sorteio ontem de três pares de ingressos para O Vingador do Futuro, de acordo com com a promoção que fiz aqui no blog. Os felizardos são:

  • Társis Salvatore
  • Newton Neto
  • Angelo Miranda

Já entrei em contato com cada um para pegar os endereços de envio dos convites.

Se você não foi sorteado dessa vez, foi por um de dois motivos: 1. não participou; 2. não teve sorte dessa vez. O recado que fica, então, é: aguardem, pois em breve teremos mais promoções por aqui!


Resultado da promoção “Chernobyl”

29/07/2012

Muita gente entrou aqui no blog para ler sobre a promoção para o filme Chernobyl, mas poucos se atreveram a enviar seus comentários. Seria medo de ganhar? Medo de filme de terror? Hmm… Difícil dizer, mas o fato é que três audaciosos leitores foram fortes o suficiente e descreveram suas criaturas bizarras encontradas nas ruínas da unida de Chernobyl.

São eles: Álvaro Domingues, Társis Salvatore e William Ferreira. Vejam seus comentários no post anterior.

Ainda hoje os audaciosos leitores receberão instruções de como devem proceder para colocarem as mãos nos cobiçados convites…:D


Ganhe ingressos para Chernobyl

26/07/2012

Chernobyl – Sinta a Radiação é um terror produzido por Oren Peli, o mesmo sujeito que criou Atividade Paranormal.

O filme, lançado no último dia 20, conta a história de seis turistas que resolvem visitar a cidade de Pripyat, que servia de abrigo para os trabalhadores da usina de Chernobyl, cujo acidente nuclear em 1986, deixou um número oficial de aproximadamente 15 mil mortos. Programinha bem besta esse dos turistas, que tem tudo para acabar mal. Logo, o pessoal se dá conta de que criaturas estranhas habitam o local, e a “festa” começa.

Interessou? Quer assistir no cinema sem precisar tirar a carteira do bolso?

Faz assim então: vai até a caixa de comentários aí embaixo e deixe um comentário descrevendo a criatura bizarra que você acha que pode ter surgido nas ruínas do que foi uma usina nuclear. As CINCO respostas mais criativas levam um par de ingresso na faixa. Serão aceitos comentários  postados até as 23:59  de sexta-feira, dia 27. O resultado já vai ser divulgado no sábado pela manhã aqui mesmo no blog. Corra porque o tempo é curto!


Into the Wild – Na Natureza Selvagem

20/03/2012

Hoje, excepcionalmente, o livro que comento aqui não é FC. Fazia um bom tempo que eu não lia nada fora do gênero fantástico, e meio que por acidente, o livro Into the Wild, de Jon Krakauer, veio parar em minhas mãos.

Este livro, apesar de lançado em 1996, ganhou um certo destaque mais recentemente, graças ao filme de 2007 dirigido por Sean Penn, com Emile Hirsch e Vince Vaughn no elenco. Não vi o filme, mas preciso corrigir essa falha urgentemente. O filme tem trilha sonora composta por Eddie Vedder. Só isso já valeria o ingresso. Ou o aluguel do DVD, sei lá.

O livro é resultado da pesquisa feita pelo escritor e jornalista Jon Krakauer sobre a aventura de um jovem americano chamado Chris McCandless (1968-1992).

OK, vocês me perguntam, mas quem é Chris McCandless?

Eu respondo: em 1992, um jovem de classe média alta dos EUA , aos vinte e dois anos e recém-formado na faculdade, abandona a família, a vida confortável e doa para a caridade os vinte e quatro mil dólares que tinha na poupança, a fim de viver o sonho de cruzar o país em direção ao Alasca, onde pretendia passar algum tempo isolado, vivendo apenas do que a natureza podia oferecer. Depois de cruzar o país mais de uma vez, de carro, de carona, de barco e até a pé por mais ou menos um ano e meio, ele chegou ao Alasca. Quatro meses depois, seu corpo foi encontrado já em decomposição num abrigo para caçadores bem no coração do último estado americano.

Calma lá, não estraguei o final do livro. Isso já é mencionado logo no comecinh e não vai ser surpre. O que realmente importa no livro é a aventura em si, os motivos que levaram o rapaz a abandonar tudo em busca de um sonho, as reflexões por trás disso tudo, suas cartas, e até as especulações sobre as causas de sua morte.

Achei o livro simplesmente maravilhoso. O autor, contratado pela revista Outside para escrever um artigo sobre a morte do rapaz, ficou tão apaixonado pela história que resolveu ampliar suas pesquisas, investigando mais a fundo a vida de McCandless, seus diários, fotografias e outras pistas deixadas nos quase dois anos em que esteve viajando. A esse trabalho, foram acrescentados depoimentos das pessoas que conviveram com ele, inclusive do último homem que o viu ainda vivo, prestes a entrar na floresta do Alasca. O autor ainda faz um paralelo com a história de outras pessoas que também “sumiram” da civilização. Nessas comparações, tenta encontrar o que faz algumas pessoas terem esse desejo por uma vida mais simples, sem os laços que normalmente nos unem à civilização.

No caso de Chris McCandless, não havia o desejo de suicídio, nem de se isolar indefinidamente. O que ele queria era simplesmente passar um tempo sozinho, conhecer a natureza, aproveitar o que ela tem a nos oferecer. Depois disso tudo, voltar e contar a todos como a vida pode ser simples e bela. Esses pensamentos aparecem diversas vezes nos diários que ele deixou.

Ele era louco? De pedra.

Mas era gênio também. Afinal, de gênio e louco, todo mundo tem um pouco. O rapaz era inteligente, e fez amigos por onde passou. Aprendeu com pessoas de diferentes culturas e regiões do país. Trabalhou muito e sobreviveu por semanas em condições que não aguentaríamos nem por um dia. Sua viagem foi de aprendizado, em busca de se tornar uma pessoa melhor e mais completa. E é interessante notarmos a evolução que seus registros mostram.

Into the Wild é um livro fácil de ser lido. Há entrevistas, passagens extraídas dos livros preferidos de McCandless, especulações sobre seus ideais e até um pouco de aventura. O autor nos faz admirar a personalidade do rapaz, e nos últimos capítulos, mesmo sabendo o final da história, a gente tem aquela sensação de “caramba, não precisava ser assim” ou “ele quase escapou”.

É totalmente indicado para quem tem um pinguinho daquele sentimento de aventura ou de liberdade. Vale muito a pena!

Em tempo: vi que o livro foi publicado em português pela Companhia das Letras e pode ser facilmente comprado pela internet…;)