Hubble em três atos

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Amanhã entra no blog a primeira parte do artigo Hubble em Três Atos, escrito pelo Professor Domingos Soares da UFMG. Edwin Hubble é uma das personalidades mais importantes da astronomia. Seu trabalho, realizado nas primeiras décadas do século XX, deixou um legado imenso e repercute até hoje. Não é surpresa que a NASA tenha batizado o primeiro telescópio espacial com o seu nome.

Abaixo, a introdução do artigo:
Edwin Powell Hubble (1889-1953), o “Navegador das Nebulosas”, quase foi agraciado com o prêmio Nobel de Física de 1953, apesar de ser um astrônomo. A morte interviu nesse mesmo ano, impedindo que o comitê do Nobel fizesse uma exceção em favor do astrônomo: não existe prêmio Nobel de Astronomia mas ele teria esta honraria através do prêmio de Física. A história do episódio está narrada em O prêmio Nobel de Hubble. Neste artigo, eu concedo o prêmio postumamente — o que de fato nunca pode ocorrer — a Hubble, com a seguinte citação:

“Pela sua contribuição para o entendimento definitivo da verdadeira natureza das nebulosas e pela inauguração de uma nova era de investigação científica.”

A descoberta das galáxias foi apenas uma das múltiplas facetas do trabalho astronômico de Hubble. Apresentarei aqui três aspectos deste trabalho, dois deles relacionados diretamente com a sua empreitada maior, que foi colocar um ponto final no “Grande Debate”, que vinha se arrastando há muitos anos, sobre a verdadeira natureza das nebulosas, especialmente, das nebulosas espirais. A situação atingira o seu clímax em 1920, com a realização de um debate entre os renomados astrônomos da época Harlow Shapley (1885-1972) e Heber Curtis (1872-1942), a respeito da natureza das nebulosas espirais, em última instância, a respeito das dimensões do universo.

O terceiro aspecto — o terceiro ato — versa sobre a importância dos espectroscopistas Vesto Melvin Slipher (1875-1969) e Milton Lasell Humason (1891-1072) no contexto geral da astrofísica extragaláctica, o novo ramo da astronomia inaugurado por Hubble, e arena da cosmologia relativista, a cosmologia teórica baseada na Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein (1879-1955). São comuns, na literatura científica dos últimos tempos, reivindicações de uma posição mais destacada para os dois, no conselho dos pais da cosmologia moderna. Tentarei mostrar que esta reivindicação carece de substância.

A partir de amanhã, então, abrir-se-ão as cortinas para mais uma peça da tragédia hubbleniana.

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